domingo, 8 de abril de 2007

People disappear every day/Every time they leave the room

Após um fim-de-semana de grande importância religiosa podia ter escolhido um filme religioso, mas como nós não falamos de religião decidi falar de filmes que levantassem questões existencialistas. E os escolhidos são: Professione: reporter (1975) e I Heart Huckabees (2004).
Antes de começar a minha disertação semanal, achando-me eu um crítico de cinema, quero referir que não falo do Woody mais uma vez porque ele merece que eu esteja com um estado de espírito mais alegre. Este mês já foi lançado no mercado Home Video um dos filmes da semana passada, A Scanner Darkly de Richard Linklater.
Professione: reporter (1975) é um fantástico filme do realizador italiano Michelangelo Antonioni, onde se relata a desilusionada vida do documentarista David Locke, em mais uma excelente performance de Jack Nicholson, que neste caso surge num registo um pouco mais calmo do que o habitual, mas que mesmo assim funciona muito bem. A jornada começa no deserto do Sahara, maravilhosamente captado por Michelangelo Antonioni, onde o azul do céu e o castanho da areia transmitem uma agoniante sensação de calor. É neste local que Locke começa a sentir frustação perante a sua vida, onde começa a questionar o seu passado, onde decide trocar o seu eu. Curioso é pensar como reagiríamos perdidos no deserto, cobertos de suor, cansados e sem água. Será que mudaria a nossa existência em algo?...
Este filme foi um falhanço comercial, na minha opinião porque este filme exige entrega por parte do espectador, exige que o observador entre no papel do personagem central e que ao mesmo tempo analise todos os detalhes de vários ângulos. Como tal, todos aqueles que não gostam de filmes parados em que a imaginação do espectador tem que estar em continua labuta não vejam este filme....
Pareceu-me boa ideia conseguir falar de um filme existencialista que fosse divertido, é então que me lembro de I Heart Huckabees (2004), que em português tem o brilhante título "Os Psico-Detectives". Realizado por David O. Russell, esta é a estória do ambientalista de pouco sucesso Albert Markovski (Jason Schwartzman) que rivaliza com o executivo gabarolas Brad Stand(Jude Law). Por diferentes razões ambos procuram apoio de um grupo de detectives algo peculiar, detectives existencialistas, em duas hilariantes interpretações de Lily Tomlin e Dustin Hoffman. Este casal de detectives é confrontado com a sua inimiga de método, em outra interpretação brilhante de Isabelle Huppert (Pianiste, La (2001) de Michael Haneke). A estória não se fica por aqui, o aparecimento de outras personagens, como o colega de terapia de Albert, ajudam a levantar ainda mais questões e a expor opiniões sobre o lugar de cada um no mundo.
Como podem ver, trata-se de um filme divertido com um fantástico elenco e que pode ajudar a algumas pessoas a questionar-se sobre elas próprias, ou pelo menos isso espero.

Acho que vou ficar por aqui, espero que gostem dos filmes. Quem já os viu deixe opinião, quem não os viu, veja!!....
A ver se para a semana falo do Woody, talvez algo do género biografia seja melhor e mais fácil do que estar a escolher um filme só.
Boa semana

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Round 5

Round 5 (2005) uma curta mexicana de Jorge Aguilera e Javier Aguilera.

Uma jornada alucinante ao “underground” da Cidade de México, desencadeada por um simples facto: uma linda jovem deixa um conjunto de chaves numeradas a um jovem pugilista. Será que conseguem descobrir todas as pistas numeradas?

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Filthy Food

Já ouvimos que algumas comidas são afrodisíacas, mas isto é ridículo. Vejam esta brasa a fazer "sweet love" com o seu almoço.

Filthy Food (2006) é uma curta realizada por T. Arthur Cottam, dos USA.

terça-feira, 3 de abril de 2007

The Act

The Act (2004) é mais uma curta realizada por Susan Kraker e
Pi Ware dos USA.

Uma comediante de stand-up usa o seu texto para se vingar do ex-marido e por sua vez esconder um segredo obscuro.
O papel de comediante é representado pela actriz nossa conhecida da série That 70's Show, Debra Jo Rupp, uma estória comovente com um poderoso final.

SPIN

Spin (2005), é uma curta-metragem realizada por Jamin Winans, dos USA.

Um misterioso Dj é enviado para a esquina de uma rua movimentada com o objectivo de solucionar uma cadeia de maus eventos. Será capaz de se sobrepor o poder da música ao poder do destino? Põe a agulha no disco e descobre.

Aviso aos novos autores.

Por favor, não se esqueçam de colocar um "label" para cada post. Assim poderemos manter uma boa organização por temas, em prol da diversificação.
Mas como fazer isso perguntam-se. Bom simples, enquanto escrevem o "post" deslizem o olhar pelo ecran, em direcção às pernas e encontrem a caixa que diz "Labels for this post:". Simples! Divirtam-se.

domingo, 1 de abril de 2007

Não resisto em só falar de um filme

Hoje estou bem disposto, por isso vou tomar a liberdade de falar não de um, mas de dois filmes.
Muito sucintamente, A Scanner Darkly(2006) e Brazil(1985).
A Scanner Darkly é o último filme de Richard Linklater, realizador de culto, que já nos ofereceu filmes como Before Sunrise, Before Sunset e Waking Life. Baseado na obra homónima do mago da ficção cinetífica norte-americana Philip K. Dick, a A Scanner Darkly é a estória de um polícia infiltrado, que na tentativa de tornar o seu disfarce o mais credível possível se envolve no consumo excessivo de uma nova droga, "substance D", acabando por perder o controlo da sua personalidade. Tal como Waking Life, A Scanner Darkly foi animado sobre o fotograma da película, resultando numa bela imagem de animação, na qual o sonho parece misturar-se com a realidade, promovendo ainda mais confusão na cabeça do espectador, " What Does A Scanner See?". Com Keanu Reeves e Winona Ryder nos principais papéis, este é um filme a não perder.... Opps, infelizmente, este é um filme cujos direitos não foram comprados para Portugal, por isso só deveremos ter oportunidade de o ver quando chegar ao circuito do Home-DVD, se forem como eu e fizerem muita questão de o ver, porque gostam que brinquem com os vossos sentidos, baixem da net.
A ideia do blog, era um filme por semana, mas há tantos filmes que é inpossível limitar a um por semana. O filme sobre o qual falo a seguir, Brazil, é visão fantástica de Terry Gilliam sobre o clássico da literatura mundial "1984" de George Orwell. Terry Gilliam, membro dos hilariantes Monty Phyton, relata a estória de Sam Lowry, Jonathan Pryce, cuja vida de burocarata se vê interrompida, quando na tentativa de corrigir um erro se torna inimigo do governo. Constantemente a sonhar acordado, Sam voa de asas bem abertas sobre a sociedade que despreza e na qual quem não está com o governo, está contra ele. Distópico, romântico, provocador e cheio de grandes imagens, Brazil tem tudo o que um filme onírico pode e deve ter. Para acabar, referir o contribuição maravilhosa do canalizador Archibald 'Harry' Tuttle interpretado por Robert De Niro, que ao bom estilo Super Mario, aparece sempre para ajudar Sam.

Sei que tinha prometido um filme do Woody Allen, espero fazê-lo para a semana, numa nova rubrica a que vou chamar "Filmes que inspiraram outros filmes" e que vai começar com de Federico Fellini versus Stardust Memories de Woody Allen.

Bons filmes