terça-feira, 24 de julho de 2007

Bio Moda

Os amigos do ambiente andam aí. E mesmo eu estando farto dos ouvir falar, lembraram-se agora que o mundo caminha para o fim e que nós estamos a acelerar o processo...., decidi falar do tema.
Assim sendo, decidi deixar o trailer de um documentário que apela ao uso do bio-diesel, substância vegetal que substitui o uso do diesel derivado do petróleo, embora com muito menores, muito mesmo, emissões de CO2.
Este documentário conta com depoimentos de Noam Chomsky, Yoko Ono, Morgan Freeman e Tommy Chong, entre outros, e intitula-se Greasy Rider (2006), realizado por Joey Carey e JJ B. Gostava de poder falar mais sobre o documentário, mas não consegui reunir muita informação, pelo que sugiro que vejam o trailer e caso consigam informações as postem os comentem.
Não me vou alongar mais.
Hasta.

sábado, 21 de julho de 2007

Harry Potter..

Um êxito de bilheteiras que se adapta melhor ao formato mini-série, que ao cinema.
Fui ver o último filme desta saga o "Harry Potter e a Ordem de Fénix" no dia de estreia. Não aconselho, esperem pelo natal e vejam o filme calmamente em casa com um zapping pelo meio e se por acaso se esquecerem que estavam a ver o filme enquanto fazem o lanche, não há problema.
Nesse mesmo dia estreou o quarto filme do Die Hard, e mais uma vez fiquei a pensar que talvez fosse melhor te lo visto.
Por enquanto é tudo. Espero vir a estar mais activo nestes dias pois estou finalmente de férias! Até.

sábado, 7 de julho de 2007

À espera sob o sol

É com pena que vejo este blog a perder um pouco do fulgor que teve no mês de Abril. Mas como fiz parte do problema, sinto necessidade de voltar a escrever com mais regularidade. Espero que todos os outros voltem a escrever e comentar as parvoíces que aqui são escritas. Vamos lá.

Foi com muito agrado que recebi a notícia do início da produção de Choke, devendo estrear em 2008. Trata-se de mais um filme baseado num livro de Chuck Palahniuk, o autor de Fight Club (1999). Choke vai ser a estreia atrás as câmaras de Clark Gregg, que também adaptada o argumento para cinema. Apesar de se tratar do seu primeiro filme como realizador, Gregg já é um actor com um largo currículo, tendo participado em várias séries de televisão e filmes como The Usual Suspects (1995), Magnolia (1999) e Artificial Intelligence: AI (2001), ainda que sempre como secundário. Em traços largos, Choke é a estória de um viciado em sexo que recorre à simpatia daqueles que o salvaram da asfixia para pagar as contas do hospital onde a sua mãe se encontra internada. O papel de Victor Mancini, o tal do viciado, será interpretado por Sam Rockwell (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy (2005) e Confessions of a Dangerous Mind (2002)). O papel de mãe Mancini será interpretado por Anjelica Huston, filha do mítico realizador e actor John Huston. Também baseado numa obra de Chuck Palahniuk, foi recentemente anunciado que Invisible Monsters será transformado em filme por Jesse Peyronel, que realiza aqui a sua primeira longa-metragem. Quem quiser saber mais sobre este escritor de culto, foi recentemente traduzido para português mais uma obra dele, Diário, sugiro que visitem o site do culto, www.chuckpalahniuk.net, ou vejam o documentário Postcards from the Future: The Chuck Palahniuk Documentary (2003), ou vejam a leitura de "Guts", um conto inserido no penúltimo livro do autor, "Haunted".

Para terminar, lembro que é já no dia 27 do presente, que o mais esperado filme do ano, perdoem-me os Coen, Tarantino e Kar Wai, entre outros, The Simpsons Movie estreará.



quarta-feira, 4 de julho de 2007

O cinema e a televisão

No outro dia no excelente programa da 2, Câmara Clara, falava-se que a melhor ficção para adultos hoje em dia estava na televisão e citavam-se os exemplos da saga da família Soprano e Sete Palmos de Terra aos quais acrecento dois novos vícios, Dexter e Weeds. Então estava eu a ver no outro dia o novo do Linklater, Fast Food Nation, que não é nada de especial, conscencioso e com vontade de captar uma realidade americana que normalmente não tem destaque, mas o Linklater tem jeito é para filmes de conversa e neste perde um bocado. Como sempre depois de ver um filme, toca a ir ao site cinéfilo de eleição imdb, deixar lá o votinho e descobrir mais sobre o filme e, foi aí que descobri que o Richard Linklater também já se tinha aventurado pelo mundo da ficção televisa, justamente abordando a temático das cadeias de fast-food, numa série que supostamente se deveria chamar $5.15/hour e da qual só realizou o episódio piloto que foi rejeitado pela cadeia televisiva. É pena que não tivessem continuado mas mesmo assim aqui fica o episódio em jeito de curiosidade.

sábado, 9 de junho de 2007

Só para isto não ficar parado

Não tenho visto muito cinema, alguns filmes mas nada que me dê vontade de escrever sobre isso, quando acabar de ver o dvd-pirata do Tarkovsky talvez escreva aqui alguma coisa. Saído à noite de vez em quando mas não vou escrever sobre isso porque tem sido nesta cidade do Porto que já toda a gente conhece. Então porquê estar aqui a deixar umas linhas? Apeteceu-me e no bom espírito melómano que me caracteriza, já que música essa estou sempre a ouvir, vim aqui deixar uns aperitivos de uns movies sobre música, não musicais, sobre música.
O primeiro fez furor em Cannes este ano, acho que veio de mãos vazias apesar disso, e é o primeiro filme de Anton Corbijn, realizador de videoclips, famoso especialmente pelos que fez e faz para os Depeche Mode. O filme chama-se Control e é um biopic acerca da figura carismática e erguida a mito urbano-depressivo Ian Curtis e a sua banda os Joy Divison. Aqui fica o aperitivo:


O próximo é também sobre um ícone do punk, provavelmente o maior, Joe Strummer, membro fundador dos seminais The Clash. Chama-se Joe Strummer: The Future Is Unwritten, é feito em modo mais ou menos documental, realizado por Julien Temple um gajo da cena punk da epóca, tem montes de pessoal famoso a dizer o que acham do homem e vem o selo de Sundance.




O que é engraçado é que eu não andava nem ando muito nesta onda de rock mais antigo, mas vagueando na net descobrem-se pérolas e depois já que isto anda meio parado toca a partilhar.

sábado, 26 de maio de 2007

Em resposta á crescente uniformização da crítica cinematográfica...

Procuro redefinir o crítico, ou antes o espectador, mas isto é a definição do cinema?
Posso começar por perguntar, é o cinema uma manifestação de ordem estética sujeita a uma valoração Histórico-sociocultural?
Para quem o cinema parta deste princípio e para mim parte, situa-o em referência á arte. Daqui nasce por princípio que aquele que produz cinema produz por conseguinte arte.
Procuro redefinir o crítico, proponho a anterior valoração fora de toda passividade ate agora revestida . Respondo em primeiro lugar com esta Valoração Histórico-sociocultural como o próprio processo assim como a única forma possível de produzir arte.
Procuro redefinir o espectador, afirmo todo a atitude contemplativa como condição primeira deste e então toda a tomada de consciência activa do mesmo como o processo de valoração atrás descrito.
O produto artístico, dentro da definição do cinema, o filme, nasce então da recriação realizada pelo espectador crítico que neste instante passa a produzir arte.
Procuro o elogio ao radicalismo de forma a dar resposta á crescente uniformização da critica cinematográfica. Enquadrados num universo de apenas pouco mais de 100 anos de existência não dispomos ainda de uma linguagem precisa no relato critico ou o que é o mesmo, na reconstrução holística do real, do filme.
Apesar disto faz-se incursão numa espécie de molde a partir do qual se estrutura toda, ou a maioria da critica hoje existente, pobre.
Veja-se o método utilizado de forma sempre incompleta em tudo ao referido a obras como as registadas por David Lynch. O sentimento é de estranhez geral…expresse-se então essa estranhez até á fibra mais sensivel até á ultima precisão de ideia evocada.
Quero o radicalismo, que se goste ou não se goste mas luz na valoração, tirem-se cursos de anatomia comparada.
Aqui estamos para dissecar cinema, seja-mos brutos e gozemos desta época dourada da infância de uma arte... pode-se foder, esfolar perseguir e matar tudo o que se quiser. Vive-mos na glória do que o cinema È ainda sem o ser. Seremos por isso a inveja de um tempo de representação livre, de filhos consagrados ao prazer religioso como que ao culto do ainda inextricável, Cinema.
Para a libertação do Realizador e libertação do Espectador, um Memorando a todos os que aqui nos encontra-mos como recriadores ou antes criadores de Cinema.

Tínhamos melómano… Bem e com isto amplia-se a temática…

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Almodóvar nasceu morto

Mas aqui vinha Wong Kar WaiChungking Express” e Tarantino…passo a vez ao Capitão que abaixo faz expressão de bom gosto.
Em substituição Fassbinder.

Para quem tenha lido o Y (do qual o público é suplemento todas as sextas-feiras) ou para quem no mês passado coabitasse a cinemateca de Lisboa ou para quem tenha lido o que neste blog há para ler acerca da Nouvelle Vague ou em fim para quem o cinema não seja já um orifício, apertadinho…Rainer Werner Fassbinder.
Almodóvar nasceu morto, “Querelle” (1982) na minha experiência a primeira aproximação ao porquê Gay.
Esqueçam isso do género Queer, se fossem um marinheiro solitário ancorado num porto longínquo iam perceber… Nada de a "Brokeback Mountain”, passarinhos chilreantes e pik niks gratuitos apenas suportados por isso do cow-boy profanado. E ao cálido de Almodóvar Querelle opõe vermelho, vermelho e mais vermelho.
Trata-se de um filme de intensa e obsessiva beleza, cenários teatrais deliberadamente antirrealistas. No exterior um eterno sol que se põe, no interior uma forte reanimação da mímica gay com polícia, marinheiro e construtor civil incluído.
Querelle desembarca no porto de Brest onde reencontra o irmão Robert, este faz de amante da senhora do Bar Feria. A senhora do Bar Feria é a mulher de Nono com quem todo aspirante ás meninas do bar tem de jogar aos dados, quem ganha copula quem perde é copulado, por Nono.
É neste ponto em que Querelle se lança num largo percorrido de descortinar interior, situações defenidas á força de uma tensão erótica e onde a homossexualidade é transportada para um patamar existencial onde o assunto se despoja de toda banalidade.
Há iconografia gay é certo mas há sobretudo novos olhares, uma forma diferente de entender tanto o assunto como a forma em que ele é tratado.
Há o meio trabalhado em que a mulher tem como único representante uma velha alcoviteira, a figura dominante é portanto o homem, o homem sobre o fraterno do homem e onde por isso a mulher é deslocada, assume a maternalidade e opõem-se a qualquer ideia de desejo. È ela que canta “todo o homem mata aquilo que ama”.
Há em todo o filme segundos de eternidade… Digo “Ultimo tango em paris” e surgem dois corpos involuntários num quarto vazio. Digo “Underground” et voilá uma mulher dança agarrada a um tanque, digo a Querelle e surge Nono... por detrás. Não brinco! Sente-se verdadeiramente alguma coisa de elevado na forma como se regista esta primeira relação… sobre isto comentários á parte…
Quanto a Almodóvar não levem a sério é só um mau título e nada mais.
A reprodução única que consegue acerca de la Movida Madrileña (movimento contracultura iniciado em Madrid) faz-me perder toda a malícia critica.

Que o meu complexo de escrita nao fira nunca a sensibilidade de quem nunca viu e se vê por isso privado de ver, em favor do meu comentário.
Desculpas antecipadas a essas vistas sensíveis. Por minha parte não me abstenho de comentar o que seja, sempre que o que é, seja o cinema!